Publicado em 09/01/2019 às 18h23 | |

Suspeito de matar motorista de Uber diz que teve relação sexual consensual com a vítima

Em março deste ano, o suspeito foi acusado pela esposa de violência doméstica

Foto: Reprodução

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Um homem de 34 anos, suspeito de ter estuprado e matado a motorista de Uber Katia Valéria Nunes Bastos, de 47, afirmou, em depoimento na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que já conhecia a vítima e que manteve relação sexual consensual com ela. Edvaldo Felix Duarte dos Santos afirmou ainda que Katia teria pedido para ser estrangulada durante o ato sexual. A polícia, no entanto, não acreditou na versão dada por Edvaldo e ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado.

O corpo de Katia foi encontrado na noite dessa segunda-feira dentro de seu carro, um Gol preto, às margens da Rodovia Washington Luiz, na pista sentido Petrópolis, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A vítima tinha sinais de agressão no rosto e foi estrangulada. O corpo estava no banco de trás do veículo e Edvaldo, no banco da frente. Inicialmente, os PMs, que faziam patrulhamento na rodovia acreditaram se tratar de um acidente, mas ao se aproximarem do veículo viram o corpo de Katia.

No momento do crime, na noite dessa segunda, Katia estava trabalhando. Edvaldo alegou à polícia que teria solicitado um veículo no Uber e a vítima foi a motorista designada para atendê-lo. A DHBF ainda apura se o suspeito solicitou a corrida pelo aplicativo como alega. A polícia acredita que o suspeito não tenha agido sozinho e investiga a participação de outras pessoas no crime.

O carro de Katia estava às margens da Rodovia Washington Luís O carro de Katia estava às margens da Rodovia Washington Luís Foto: Divulgação

Katia era motorista de aplicativo há pouco mais de um ano. Ela passou a se dedicar à função após a idosa da qual era cuidadora ter falecido. Segundo relatos de familiares, a vítima costumava rodar pela Baixada Fluminense, onde morava.

Em março deste ano, Edvaldo foi acusado pela esposa de violência doméstica. Ele teria agredido a mulher e a Justiça decretou medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha. As informações são do Extra.

A Uber emitiu uma nota lamentando o ocorrido:

Ficamos chocados em saber que a motorista parceira foi vítima desse crime terrível. Nossos sentimentos estão com a família da Katia neste momento de dor. A Uber repudia todo tipo de comportamento violento contra mulheres e acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos que envolvam qualquer forma de assédio ou violência".

 "A empresa informa que o usuário envolvido foi banido e que está totalmente à disposição para colaborar com as autoridades no curso das investigações, nos termos da lei".

Edvaldo Felix Duarte dos Santos

 

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