Publicado em 11/10/2018 às 21h54 | |

Passeio guiado apresenta a história de Cachoeira para estudantes durante a Flica

 

A literatura já toma conta das ruas de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, durante a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). O evento chega à oitava edição e para onde quer que se olhe, é possível encontrar pessoas e livros em uma sintonia que transforma a cidade histórica em uma grande biblioteca a céu aberto. No final da manhã desta quinta-feira (11), antes da abertura oficial da Flica, as atividades foram iniciadas com uma aula e passeio guiado sobre edifícios e monumentos históricos da cidade. 


A iniciativa faz parte do projeto Núcleo do Conhecimento, em fase de implantação pela Secretaria do Turismo da Bahia (Setur), e as aulas são ministradas por historiadores na Fundação Hasen Bahia. Na plateia, estudantes do ensino fundamental e  médio têm a oportunidade de conhecer e entender a contribuição de Cachoeira para a história nacional. 

 

A atividade tem duração de 1 hora e 40 minutos, dividida entre aula teórica e visita a cinco edificações históricas: Conjunto do Carmo, Casa da Câmara e Cadeia Pública, Igreja de Nossa Senhora do Rosário, Casa da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte e Ponte Dom Pedro  II.


A primeira aula foi ministrada pelo historiador Cacau Nascimento, que ressaltou a importância de Cachoeira para o país. “Cachoeira sempre centralizou as duas zonas de produção de açúcar e tabaco do país e continua até hoje com essa centralização, só que do ponto de vista cultural. Esse legado político, cultural e econômico de Cachoeira é reconhecido até hoje. E quando você partilha esse conhecimento com estudantes, eles ficam muito interessados porque é um assunto ainda pouco abordado em nossa literatura”, pondera. 

 

Estudantes de Alagoinhas acompanharam a aula e passeio guiado, entre eles, Brenda Souza, que vista a cidade pela primeira vez. “É uma ideia muito importante, principalmente porque hoje em dia a Educação enfrenta a falta de incentivo e estar em Cachoeira conhecendo a história e vivenciando esse aprendizado está sendo muito proveitoso”. 


A visita dos estudantes às edificações históricas é acompanhada pelo presidente da associação de guias turísticos do Recôncavo Baiano, Sandro Simão. Ele conta que a equipe de 15 guias, que atuam exclusivamente em Cachoeira, precisou ser reforçada para atender o público da Flica. “A Flica, além de ser incrível por falar de Literatura, movimenta a economia do recôncavo, já que traz pessoas de diversos lugares para cá. A gente tenta oferecer todo o suporte para que essas pessoas conheçam a nossa história. Reforçamos nossa equipe com 10 monitores para melhorar nosso serviço e a expectativa é contribuir para uma festa linda”, afirmou. 

 

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