Publicado em 29/06/2018 às 11h58 | 311 visualizações | |

1º Seminário que vai discutir os 130 anos de abolição da escravatura acontece neste sábado em Camaçari

São mais de 50 militantes das mais variadas frentes para debater esses temas específicos que vem abatendo a população

 

Neste sábado (30), a partir das 8h30, será realizado no Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, o primeiro seminário que vai discutir os 130 anos de abolição da escravatura. A nossa equipe conversou com  o diretor do Movimento Negro do PCdoB e também diretor do Sindicato dos Metálurgico do município,  Everaldo Vieira, que salientou a importãncia de politicas públicas, inclusive nas periferias, para minimizar os impactos da violência.

De acordo com Everaldo, vai ser discutido no seminário a política de um modo geral, vai ser discutido a forma que o direito do trabalho está sendo afetado, que tem como maior atingido,  principalmente a mulher, a população negra, a juventude e o desempregado. 

"Nós reunimos a frente anti-racismo para diálogar sobre esses projetos que vem acontecendo, e atingindo principalmente a classe trabalhadora, com maior recorte à população negra do nosso pais. Vamos debater esse tema especifico. São mais de 50 militantes das mais variadas frentes para debater esses temas especificos que vem abatendo a nossa população", contou Everaldo.

Sobre o racismo que vem açolando a nossa população, o ativista politico disse que o atual governo tem colaborado com esse crescimento. " O crescimento do racismo e machismo vem ganhando força, primeiro com a política cruel desse governo que não dialoga e que inclusive cortou todos os lançamentos e despositivos que daria uma condição melhor para atingir a nossa população", diz


Em relação a violência que cresce a cada dia,  Everando disse que é preciso a preseça do estado nas localidades mais carentes.

"O mapa da violência vem crescendo de forma assustadora. Tenho acompanhando esse recorte tanto aqui no Brasil como fora do país. Eu atribuo isso a  ausência de polícas públicas,   a violência existe e é o reflexo da ausência do estado, que precisa de fato  está presente, principalmente nas periferias. Quando o estado não se encontra presente naquelas periferias, do ponto de vista da ausência de investimento, na pratica do esporte, da cultura, no lazer, educação, saúde e da política de geração de emprego e renda,  a tendendência da violência sobre o nosso jovem é o crescimento,  e cai no colo dessa população que precisa efetivamente ter o direito assegurado da constituição".

O líder do movimento negro ainda falou sobre assuntos que colocaria na mesa de discussão.

"Nós temos provocado, principalmente a todos os govenos, na esfera nacional,  estadual e municipál. Primeiro o movimento negro social tem uma pauta especifica,  e os movimentos sociais de modo geral não é diferente. Nós temos apresentado algo que possa de fato minimizar, ou sobre tudo,  neutralizar as mazelas da nossa população que estão às margens da sociedade, principalmente a população negra. O que defendemos é a criação  de mais instrumentos de luta que possam de fato minimizar os impactos. Aqui em Camaçari não e muito diferente.  Apresentamos uma pauta para discutir a criação de  departamento que possa discutir a política racial com um recorte para área social, a partir dessa logica nós vamos poder assim  dialogar com o estado, com o governo e o  o poder público. Apresentar para eles alternativas que possam colocar o povo da nossa cidade e do nosso estado, do pondo de vista dessas mazelas e que cai muito nessa população".

Perguntamos sobre os avanços nessas questões, ele disse que é preciso reinventar a luta.

 "houve avanço, embora está um pouco ainda distante da nossa realidade, se o governo de esquerda progrecista  e popular, fez muito pela área econômica, e nós tivemos um avanço um pouco timido na área social esse governo da direita desconstruiu tudo que construimos nesses 14 anos. Nós precisamos de fato reinventar a luta, a história e discutir de uma maneira bem mais organizada e retomar as conquistas que cosntruimos esses anos".

"A consciencia da luta e a consciência do que vem resistindo de fato em nosso país, ela perpassa inclusive pelo processo de formação de transformação de luta, logo a consciência efetiva para garantir muito mais avanço ela vem através do nosso grau de mobilização,  de organização e principalmente do nosso grau de recostrução do nosso pais. Então a consciência do povo brasileiro vem a partir do momento que ele percebe que temos que discutir mudanças no nosso país", concluiu.

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