Publicado em 13/01/2018 às 13h30 | |

Crise assusta comerciantes de Vila de Abrantes

 

A crise vem preocupando os comerciantes de Vila de Abrantes, em Camaçari. De acordo com dados divulgados pela Junta Comercial do Estado da Bahia (Juceb), só em 2017 mais de 18 mil empresas encerraram suas atividades no estado.

Comparado a 2016 houve um crescimento de 8,3% no número de estabelecimentos fechados em diversos setores. A nossa equipe conversou com alguns empresários da localidade que falaram sobre a situação do comércio local e a frustração na expectativa das vendas de final de ano.

“As vendas despencaram, 2017 foi um ano que nos surpreendeu. Compramos uma quantidade menor de mercadorias e mesmo assim não conseguimos bater a nossa meta de vendas. Não falo só do meu comércio, mas no geral todos os empresários estão reclamando da situação” disse Luciana Franco, comerciante de Abrantes.

Quem também está preocupada com a situação é Andreia Madeiros, que trabalha com a venda de bolos e frios na região. “A crise bateu bastante, caiu o movimento, caiu às vendas, esperava ter vendido mais” afirmou. Questionada sobre o que estaria motivando a crise ela atribui a culpa aos políticos e aos altos índices de desemprego no Brasil.

Para Daniel Viera, empresário local, a crise tem se agravado e esse foi o natal mais fraco dos últimos tempos. “Tivemos uma queda em torno de 35% nas vendas e agora na primeira semana de janeiro o movimento continua fraco” ressaltou.

Edvan Reis, também comerciante da região, disse que a crise está ligada a má administração pública, a falta de geração de emprego e de condições para a população. Segundo ele o governo só está interessado em recolher os impostos sem apresentar uma saída pra a situação.

DESEMPREGO – De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no último trimestre de 2017 o Brasil registrou 12,7 milhões de pessoas desocupadas, desse total cerca de 63% são negros e pardos. Outro dado divulgado pelo IBGE foi o número de pessoas que trabalham por conta própria, são 23 milhões no país. 

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