02/04/2019 às 23h22 |

O Segredo por Trás dos Espelhos 

Jussara trás profunda reflexão sobre agregados do EGO na existência, não percam a reflexão

 

 A vaidade sempre foi a nossa maior fraqueza, estamos sempre preocupados com a nossa imagem, com a nossa aparência; mesmo que nada seja exatamente como pareça. 
Mas quem não se olha pelo menos uma vez ao dia em um espelho? E sempre que nos olhamos, queremos mudar alguma coisa em nosso corpo para melhorar a nossa imagem: é um corte no cabelo, uma barba aparada, uma sobrancelha bem feita, uma maquiagem para realçar a beleza ou esconder pequenos defeitos. É uma unha pintada, uma cinta, luzes, reflexos... São tantas artimanhas que usamos para enganar os olhos!
Mas já imaginou, se os espelhos não refletissem só a imagem de nossos corpos, mas também a imagem de nossas almas?


A alma é como uma folha ao vento, apesar de estar separada de sua galha, ela carrega consigo a essência da árvore a qual pertenceu. Assim é a alma. Mas, ao contrário do corpo, a alma não precisa de enfeites, de roupas de marcas ou de máscaras.  A alma tem a sua própria cara.


 A alma é um filtro de tudo que fazemos de bom e de ruim: das boas ações e das segundas intenções, das mordidas e das lambidas, das lágrimas de alegria ou das mágoas... das mentiras... das maldades... da inveja... De todos os acertos e de todos os erros.  A cara de nossa alma vai depender somente de como nos comportemos, destilando a cura ou o veneno.

 

 Por isso, não deveríamos nos preocupar tanto com as marcas que trazemos no corpo, pois essas marcas são provas de que recebemos e aprendemos as lições que a vida nos ensina com o passar do tempo.
 Porém, devemos nos preocupar com as marcas que trazemos na alma.  Pois são resultados dos erros e acerto que comentemos e, ou, insistimos em cometê-los; por puro prazer. E essas cicatrizes perduram por toda a vida, e quem sabe até após à morte? 


 Por isso, por mais que haja beleza em um corpo, a alma pode não ser tão bela assim; pode trazer traços de feiura, ser desformada ou mesmo monstruosa. Então, mesmo que sua aparência seja bela, castra e meiga, você conseguiria se olhar no espelho sem se assustar com o seu próprio reflexo?

 

Jussara Pires

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