30/03/2019 às 14h21 |

2020 é amanhã

Colunista

 

Quem acompanha o dia-a-dia da política de Camaçari, foi a Lavagem de Arembepe, nessa sexta (29) e teve a curiosidade em observar os grupos antagonistas, percebe o acirramento que aguarda o pleito municipal de 2020.  Mesmo os que se movimentam na busca de um lugar ao sol se alinharam com a oposição tradicional do PT/PCdoB/Psol na oportunidade de exaltar as deficiências e/ou as derrapagens da gestão atual na busca da simpatia popular. Os foc, os se acentuam nos serviços de saúde, educação, emprego e renda.

Inicialmente, o Partido dos Trabalhadores, sob a orientação de Luiz Caetano, nutriu a esperança em viabilizar junto à justiça e candidatura do ex-prefeito, situação considerada inviabilizada no momento atual. No segundo momento percebendo o anseio de outros grupos, a exemplo da disponibilidade de Roquinei, Professora Angélica, Liso, Andrade, Fábio Lima, Bacelar e outros, O PT mudou a estratégia e estimulou Marcelino, Ivaneide, Téo Ribeiro e Jackson para se disponibilizar à disputa, no sentido de centralizar o movimento de desestabilizar o governo Elinaldo e pulverizar o direcionamento das ofensivas contrárias. Um verdadeiro fogo cruzado.

O governo está acuado, não encontra um caminho para se afastar do cerco estabelecido. Falta articulação politica e seus melhores quadros políticos se voltam para a própria sobrevivência política, assim como seus colaboradores na base não se sentem comtemplados com a administração que optou por atender a compromissos de campanha e o gerenciamento da gestão por nomes alheios à política local, portanto sem condições para intervir, por desconhecer a política local e por dever de  compromisso apenas com quem lhe indicou. Falta de compromisso com Camaçari, tão pouco com Elinaldo.

Elinaldo é um gestou e um politico em formação. A gestão carece de políticos que conheçam a natureza dos eleitores hábeis e com credibilidade para articular e agregar a imagem do alcaide. Atualmente o mais credenciado para tanto seria Eudoro Tude, mas o que tudo indica se encontra distante e discreto no processo. Pouco, muito pouco a administração se reporta a ele.

O que pode acontecer até a eleição é difícil de se encontrar a resposta. Vital Sampaio tem se reunindo, junto com José Cupertino e outros nomes sob sua influência, com lideranças para debater e construir uma alternativa para o município, mas da mente dos homens e das urnas não dá para se saber o que vingará.

O que fica no ar, sem resposta, é qual o jogo de Caetano – em função do seu histórico - e qual o seu comportamento na hora da decisão. Mais ainda, quais os compromissos firmados entre os grupos de oposição nessa primeira fase da batalha.

O que se observa é que temos um grande numero de motivados a chegar ao passo municipal, assim como um exercito que buscam uma cadeira na Câmara Municipal.

Não tem jeito, é pagar para ver.

Adelmo Borges

 

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