10/03/2019 às 08h30 |

 Roda da história

Colunista

 

Passado o período da folia, da liberação, o rei momo devolve as chaves das cidades aos mandatários locais e a rotina volta a reinar. Os grandes temas em debate nacional continua sendo a educação, saúde, emprego e renda, segurança, mobilidade urbana, habitação, lazer, etc.

Há aproximadamente 600 dias para as eleições municipais, Camaçari já conta com 20 declarados pretendentes à sucessão de Elinaldo. São pessoas de diversas camadas sociais, alguns insatisfeitos com a atual administração, outros sentindo-se traídos por não ter alcançado uma oportunidade, além dos que imaginam sua presença no governo central para a eternidade. Todos os pretendentes buscam na critica as principais armas de campanha, em alguns casos sem observar que o excesso pode vir a prejudicar não somente a gestão, mas principalmente a população.

No cenário atual seria oportuno, antes de se colocar disponível à sucessão, se promover um debate sobre os principais temas de interesse da população e assim permitir que as boas ideias tornem-se visíveis e de livre identificação dos munícipes na busca de uma definição em 2020. Não dá para se viver de recordação, principalmente quando se encobre as práticas, assim como, dourar a pílula com promessas que não podem ser compridas.

Educação e saúde tem sido objeto de crítica nos últimos 20 anos, assim como mobilidade urbana. Essas críticas com o mesmo conteúdo dos governos Tude, Helder, Caetano, Ademar e Elinaldo. Na área de educação: Professores mal remunerado, dificuldades nas matriculas, falta de merenda escolar ou de qualidade inferior, atraso e/ou falta de fardamento, livros e equipamento. Na saúde: dificuldades na marcação de consultas principalmente para as intervenções de média e grande complexidade, falta de profissionais e medicamentos, manutenção das instalações e equipamentos, mau atendimento. Mobilidade urbana:  Pavimentação e iluminação das ruas, roteiro, horários, qualidade quantidade de veículos, preço dos transportes coletivos, facilitação de acesso às pessoas com limitações. Segurança: medidas para reduzir a violência e a criminalidade que já alcança números alarmantes.

A questão da saúde esta diretamente ligada ao emprego e renda. As pessoas empregadas ou com renda dispõem de planos de saúde ou possuem condições de frequentar uma clínica particular e comprar os remédios que necessitam. Por outra razão, as mesmas pessoas se alimentam com qualidade e assim estão com mais resistências as doenças. O emprego depende de políticas públicas do governo federal com relação ao desenvolvimento da economia, no entanto algumas medidas podem ser viabilizadas pelo governo estadual e/ou municipal, tais como capacitação para melhorar a empregabilidade ou para o empreendedorismo.

Antes de internalizar o sentimento que pode haver salvadores da pátria, os pretensos críticos/candidatos, os cavaleiros de primeira montaria  devem buscar compreender a complexidade da administração pública, as Leis Orçamentárias, Responsabilidade Fiscal, a 8666 (que rege os processos licitatórios e contratação de obras e serviços), assim como as velhas raposa esclarecer que não dá pra fazer gestão pública sem a participação dos beneficiários sob pena do insucesso.

Fazer critica de atos e fatos que, por opção ideológica ou por decisão pessoal, no exercício do poder também praticara ou exalta-se em argumentos que será diferente sem explicitar como pretende exercer ou tão pouco apresentar propostas que respeite as leis vigente, muito mais que é competente sem nunca ter exercido nenhuma posição de comando em administração pública, é jogar palavras ao vento sem observar que as coisas mudaram, a população está cada vez mais consciente dos seus direitos além de dispor do poder de uma rede social que lhes permite exercitar a cidadania em tempo real.

Adelmo Borges   

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