04/02/2019 às 22h49 |

Muito além da imaginação

Colunista Adelmo Borges avalia as eleições 2020 em Camaçari

 

As claras limitações para Luiz Caetano disputar o pleito de 2020, a indefinição se Antônio Elinaldo se disponibilizará ou indicará outro nome para a disputa, tem sido o principal debate nos quatro cantos da cidade de Camaçari. A crise consiste em que o velho está morrendo e o novo ainda não nasceu.

Caetano tem feito um hercúleo esforço para se manter como liderança política e assim manter em seu redor os parcos militantes petistas. O ex-prefeito se faz presente em todas as manifestações e eventos populares, no claro sentido de não permitir espaço para os atuais governantes que tem notórias dificuldades em exercitar uma performance no sentido de atrair a população para o tradicional “abraço e aperto de mão”.

Caetano e seus seguidores procuram ocupar as redes sociais e diariamente tem sido implacável em buscar e publicar os mínimos detalhes das derrapadas da situação. O processo não encontra limite entre as questões políticas e as de natureza pessoal relacionado a cargos ou ação parlamentar, aproveitando a inapetência da assessoria de comunicação governamental e a indisposição dos seguidores e simpatizantes do prefeito Elinaldo para o debate.

Vale observar que nas publicações relacionados aos eventos em que o prefeito participa com a equipe as postagens dos vereadores, secretários e assessores são direcionadas para evidenciar o trabalho dos mandatos ou de casa pasta, dando a impressão que temos um governo totalmente fatiado. Nas publicações sobre obras realizadas sempre se realça quem fez o pedido ao prefeito e na maioria delas o prefeito não faz sequer uma visita durante a execução para conversar com os beneficiários.

Quando se comenta sobre o vazio político que ocorre em Camaçari, nada menos que 12 pessoas se colocam como pretendente ao cargo e aproximadamente 120 buscam ocupar uma cadeira na Câmara de vereadores enchendo as redes sociais com opiniões as mais diversas. São pessoas de várias áreas de atividade, no entanto, atualmente, ainda sem a musculatura necessária para o pleito.

Assim estamos há 700 e poucos dias das próximas eleições municipais e nesse cenário de ausência de lideranças políticas naturais o processo tem se desenvolvidos pela iniciativa pessoal, sem manifestação partidária simulando o ultimo pleito majoritário de 2018. Com a proximidade do período legal para as convenções e efetiva campanha eleitoral o quadro tende a se tornar compreensível para os eleitores.

Quem viver verá.

 

Adelmo Borges

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