Curta a nossa página
20/12 02h25 2017 Você está aqui: Home / Politica Adelmo Borges Imprimir postagem

Rali eleitoral

Você está aqui: Home / Politica - com Adelmo Borges

Faltando menos de um ano para o pleito eleitoral para escolha livre e soberana do presidente da republica do Brasil, governadores dos estados da federação, renovação de 2/3 dos senadores e eleição de deputados federais e estaduais, os políticos e os estudiosos da ciência política se debruçam para analisar e diagnosticar o cenário. O PSDB é o único partido que já definiu a candidatura do atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como candidato ao executivo nacional. O PMDB trabalha para emplacar o atual ministro da fazenda, Henrique Meireles, A REDE apresenta Marina, Álvaro Dias, ACM Neto e Ciro Gomes buscam se viabilizarem e Luiz Inácio Lula da Silva, do PT que desponta como favorito em todos os cenários pesquisados aguarda uma definição judicial em segunda estância para seguir sua rota até outubro de 2018.

Condenado em primeira instância e com sérias chances de não conseguir ser candidato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresenta expressiva intenção de votos nas últimas pesquisas. No último Datafolha, divulgado no final de novembro, o petista obteve 34% e 37% dos votos em distintos cenários, mostrando que a sua candidatura ou não em 2018 será determinante para definir como será a disputa no ano que vem. A expectativa é de que o País fique dividido  entre os pró-Lula e os anti-Lula, ainda mais em meio ao discurso raivoso e anti-reformas do ex-presidente.

O eleitor pró-Lula é composto por 38% do eleitorado formado por entusiastas do ex-presidente, que votam nele em alguma situação, tanto no primeiro quanto no segundo turno, não o rejeitam em hipótese alguma e se dizem dispostos a eleger um candidato apoiado por ele. Há maior participação de mulheres, negros acima da média, moradores do Nordeste, com renda e escolaridade mais baixas. Sendo fiel a ele, quase todos dizem que votaria em alguém apoiado pelo ex-presidente caso Lula não esteja na disputa. Contudo, quando ele não está, grande contingente migra para brancos e nulos – a taxa correspondente nesse segmento cresce mais de 30 pontos percentuais. Esses reprovam o presidente Michel Temer mais do que a média e mostram maior pessimismo com a economia, citando o  desemprego como principal problema do país. 

O eleitor anti-Lula soma 31% do eleitorado e está presente com mais freqüência nas regiões Sul e Sudeste, sendo a maioria do sexo masculino, de pele branca, idade e renda familiar mensal acima da média da população.

O eleitor-pêndulo: o Datafolha aponta que é formado por 31% da população, não se posiciona nos extremos quando o assunto é Lula e as escolhas no primeiro turno para esse segmento se pulverizam entre Bolsonaro, Marina, Ciro Gomes (PDT), votos brancos e nulos. As posições e opiniões dessa fatia do eleitorado são muito próximas à média: alta reprovação do governo federal, pessimismo e menções à saúde como principal problema do país. A concentração desse grupo é bastante alta entre moradores das capitais da região Norte e mulheres de baixa escolaridade do Sul e Sudeste. Independentemente do resultado do julgamento de Lula, a migração de votos não deve caminhar numa única direção -  "prós" e "antis", devem ganhar adeptos, antecipando a polarização da disputa em torno da figura do ex-presidente.

 

Adelmo Borges


Comentários

Atenção! Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicações relacionadas