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27/10 09h22 2017 Você está aqui: Home / Distante do real problema Adelmo Borges Imprimir postagem

Distante do real problema

Você está aqui: Home / Distante do real problema - com Adelmo Borges

Tenho observado ao longo dos meses um debate particular entre os Heckel, Pericles, Zero e Carlos Santos sobre ideologia, digamos direita e esquerda. Tranquilo, as pessoas tem todo o direito de desenvolver seus princípios ideológicos assim como buscar a disseminação dos conteúdos no sentido de angariar adeptos. Confesso que tenho aprendido muito, também com as ligeiras intervenções de Ivonaldo, Vasconcelos e outros que não são perfeitamente identificados no grupo.


Como a questão de maior e/ou menor eficiência entre os políticos, entre eles vários criminosos condenados ou respondendo a processo por desvios, em beneficio próprio de recursos públicos, se coloca como menor em um pais que tem uma desigualdade alarmante, na qual 22% da população detentora de uma renda equivalente entre 10 a 15 salários mínimos tem uma expectativa de vida em média de 79,6 anos,  enquanto os demais de 55,6 anos.


Observa-se nas áreas de moradia da classe média a população dispõe de 34,2 leitos hospitalares para um grupo de 1000 pessoas, enquanto na periferia das grandes cidades a população conta com 1,6 leitos para um grupo das mesmas 1000 pessoas.  Mais ainda, as mortes na periferia ocorrem por doenças típicas de países subdesenvolvidos, tais como: desnutrição, diarreia, tuberculose, tétano e na sua maioria assassinados na disputa entre traficantes e/ou pela policia.


A violência urbana tem ceifado a vida de 75% de moradores da periferia, dos são quais 53% são negros e 46,6% tem idade entre 16 a 28 anos. Ai eu venho a perguntar aos amigos, temos potencial para aprofundar o debate no grupo e assim atrair um maior numero de pessoas a participar ou ficar na periferia do problema?

Afinal, tanto para a direita quanto para a esquerda brasileira é imoral e em último caso suicida para a classe política continuar a tratar a violência como um problema do tipo de tabu. A crise é severa demais e todas as soluções têm que ser avaliadas, desde que sejam democráticas e respeitem a vida humana. Não dá para garantir a governabilidade a custo de medidas que interessa a uma só classe, dos empresários, em processo inverso de conter os custo da máquina pública e processos corruptos, optar por manter uma força tarefa no Rio de Janeiro, quando a questão é de direcionamento de politicas publicas para o desenvolvimento social quer de policia, ameaçar a retirada do abono salarial dos trabalhadores de salário mínimo e demissão de servidores públicos concursados quando se dispõe a oferecer aumento de 36,4% a procuradores e magistrados, reduzir os beneficiários do programa Bolsa Família ao invés de promover um saneamento e moralização de um beneficio essencial para minimizar a miséria e a fome.  
 
Adelmo Borges
 


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