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30/09 09h33 2017 Você está aqui: Home / Politica Adelmo Borges Imprimir postagem

Insatisfação brasileira

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A insatisfação do brasileiro, segundo relatório divulgado, no ultimo dia 26.09, pelo Fórum Econômico Mundial, objeto de pesquisa realizada em 137 países  rendeu resultados ruins para o Brasil, nos seguimentos essenciais da regulamentações do governo (136º lugar); custos comerciais devido à criminalidade e à violência (132º); qualidade do sistema educacional (125º); efeito da tributação sobre incentivos para investir (136º); tempo para iniciar um empreendimento (133º); práticas de contratação e demissão (136º); efeito da tributação sobre os incentivos ao trabalho (137º); desvio de verba pública (134º), num cenário de aproximadamente 13 milhões de desempregados.


O relatório do FEM combina dados estatísticos de órgãos oficiais com a pesquisa feita com empresários do país. Após dois anos de queda do crescimento do PIB e piora nas condições macroeconômicas. 


”Depois de abalos por escândalos de corrupção e instabilidade política, o pilar institucional recupera 11 posições no ranking, mostrando os efeitos das investigações levando mais transparência e a percepção de procedimentos bem sucedidos para conter a corrupção", enalteceu o Fórum. Ainda assim, a corrupção aparece como terceira maior preocupação de empresários no Brasil, atrás somente de impostos e leis de trabalho restritivas. A reforma trabalhista, sancionada por Temer em julho e que entrará em vigor em novembro deste ano, teve impacto positivo na opinião dos empresários. 


Na América Latina e Caribe, o Brasil ocupa a 9ª colocação no ranking de competitividade, atrás do Uruguai (76ª) e à frente de Trinidad e Tobago (83ª). Chile (33ª) lidera a lista, seguido de Costa Rica (47ª) e Panamá (50ª). À frente do Brasil figuram ainda México (51ª), Colômbia (66ª), Jamaica (70ª) e Peru (72ª).


 Com a perda de prestígio dos últimos anos, a esquerda mundial busca renovar sua agenda para recuperar espaços perdidos junto à população, mas não conseguiu produzir efeitos satisfatórios pelas divergencias naturais de sua pauta. No Brasil sente-se a ausencia de um nome de peso além do ex-presidente Lula, cuja candidatura é incerta.O impeachment de Dilma Rousseff e a crise econômica principiada no início do segundo mandato petista determinaram um cenário trágico para a esquerda nos últimos três anos. A autocrítica sobre o envolvimento em casos de corrupção e alianças políticas questionáveis durante os 13 anos de PT no poder não foi feita, e o distanciamento foi sentido nas urnas. A prova do desgaste ocorreu nas eleições municipais de 2016, que deram um sinal claro de que o discurso do campo progressista fora minado na relação com a sociedade. 


Dados obtidos após as eleições de 2016 mostram o mapa da derrocada dos partidos que se intitulam de esquerda. Na contagem nacional, o PT foi eleito em apenas 254 prefeituras, um forte contraste em relação aos 638 prefeitos eleitos em 2012. No grupo denominado G-93, que reúne 26 capitais e todas as cidades com mais de 200 mil eleitores, o PT reduziu seu número de 14 para apenas uma prefeitura, no Acre. 
Assim as expectativas de melhoras devem decorrer um bom tempo, os analistas advogam que somente a partir de 2019 poderemos sentir melhoras efetivas se a cartilha de acertos optarem pela racionalidade nos desperdiços públicos, notadamente com beneficios pessoais nos tres poderes da república e na correção dos contratos com empresas privadas.


Adelmo Borges.  

 


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