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28/05 22h39 2018 Você está aqui: Home / Politica Adelmo Borges Imprimir postagem

Os traumas e o preço da sobrevivência

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As articulações para assumir o poder, com a imagem de legitimo o impedimento da presidente Dilma, deixa claro o interesse em salvaguardar interesses pessoais a despeito de um projeto de governo, de consolidação de uma ideologia de poder.

Ao observar a biografia dos principais atores do evento se percebe que nenhum deles foram artífices ou participaram secundariamente de um projeto que privilegiasse ações coletivas ou de desenvolvimento, mesmo que setorial, a não ser usufruir diretamente de ações que garantissem recursos para manutenção de mandatos e/ou enriquecimento pessoal. Mais ainda, os protagonista sempre exercitaram o individualismo político, e embora filiados em agremiações partidárias preservam a consciência de lideres autônomos e responsáveis pelo seus próprios destinos a partir de suas bases eleitorais.

Durante a articulação para a tomada do poder até o momento da consecução do plano, uma suposta harmonia e entendimento figuravam entre eles, no entanto, as questões começaram a tomar contorno de divergência durante a construção da nova equipe executiva. O cobertor curto deixou alguns de fora, notadamente os vinculados ao chamado “centrão”. Outros na se sentiram contemplado no nível do seu tamanho, importância e nível de participação no processo. É o caso do grupo liderado por Eduardo Cunha e de Renam Calheiros, frente ao crescimento do senador Jucá, Eunicio e Padilha, o espaço reservado ao PSDB e ao DEM assim como o PDT e PP, sem contar com os compromissos assumidos com o judiciário.

A ausência de foco no governo adicionado às denuncias que alcançaram membros do e próximos do palácio e ao chefe do poder executivo retirou toda a possibilidade para arquitetar um plano de governo capaz de preservar o mínimo de eficiência e manutenção dos serviços básicos á população. Assim, as reformas pretendidas não contaram com o aceite da população, nem o apoio dos até então aliados. O desemprego alcança aproximadamente quatorze milhões de trabalhadores, os números da Pnad-Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) vêm confirmando aquilo que se presencia no dia a dia. Crescem aceleradamente a pobreza e a extrema pobreza, os serviços de saúde e de educação são precários com a redução da alocação de recursos.

Para complicar mais ainda, O governo brasileiro corre o risco de fazer parte da "lista negra" da Organização Internacional do Trabalho, entidade que nesta segunda-feira, 28, inicia a sua reunião anual. A OIT avalia se incluirá o Brasil na lista dos 24 casos que considera como as principais violações das convenções trabalhistas. O motivo são as denúncias apresentadas por sindicatos quanto às reformas trabalhistas. O Brasil já foi citado em uma lista mais ampla e preliminar, depois de ter sido investigado pela Comissão de Aplicação de Normas da OIT.

Composta por trabalhadores, empregadores e governos, a organização com sede em Genebra forma sua agenda com base em um entendimento entre as três partes.

 

Adelmo Borges


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