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21/04 18h01 2018 Você está aqui: Home / Política Adelmo Borges Imprimir postagem

O enlace político ocorrido entre Antonio Elinaldo e a população iniciado desde o primeiro mandato de vereador, a reeleição, a candidatura a deputado estadual e o presente mandato de líder do poder executivo municipal, está em crise. A falta de experiência executiva e a escolha de assessores sem qualificação política são os principais elementos responsáveis pelo desfecho.

Denominando-se de “amigo do povo” Elinaldo, por força de compromissos estabelecidos com lideranças do DEM, do PMDB e PSDB perdeu a condição de montar a sua equipe de colaboradores, assim como implantar um programa de governo em afinidade com as promessas de campanha o que vem causando o distanciamento dos seus leais escudeiros durante a campanha, assim como o descontentamento dos servidores municipais que nutriram o sentimento de recuperação da defasagem salarial ocasionada desde o mandato de Ademar Delgado. Mais ainda da população que no seu imaginário acreditaram em políticas sociais de saúde, educação, habitação, mobilidade urbana, de lazer, etc. Elinaldo era a esperança de um povo sofrido, desempregado que sonhou com dias melhores e atendimento digno e respeitoso das setoriais municipal.

Os primeiros sinais a caminho do desenlace político com a população ocorrem ao afirmar que em Camaçari não existia pessoas capacitadas para assumir os cargos de direção e assessoramento para justificar a presença de pessoas alheias ao cotidiano da cidade, tão pouco participado da campanha. A contratação de empresas com dispensa de licitação em áreas não essenciais, assim como o desmanche das estruturas de promoção e assistência social (Casa da Criança, Cidade do Saber, Casa dos idosos, CRAS, algumas UBS’s e PSF’s) para priorizar a requalificação de vias urbanas que envolvem grandes somas além da possibilidade de indicação de executores e possíveis negociações.

Agora, em período pré-eleitoral busca o fechamento das UPA’s de Vilas de Abrantes e de Monte Gordo com uma justificativa injustificável. A racionalidade administrativa e aplicação dos recursos. Em entrevista, Elinaldo, afirma que não vai fechar as unidades de pronto atendimento, em um vídeo afirma que é necessário fechar as unidades e centralizar os atendimentos em Arembepe.

Os auxiliares diretos de Elinaldo não informaram ao prefeito que a orla de Camaçari possui uma população de 146 mil pessoas em 42 Km de extensão. Não fizerem chegar á suas mãos os últimos dados publicados pelo IBGE notificando que a população de Camaçari com idade acima de 60 anos cresceu nos últimos 5 anos em 4%. Assim como os registros do SUS que notifica os altos índices de diabetes, de hipertenção e doenças coronárias ocorrido nessa faixa etária, assim como registros de ocorrências frequentes de acidentes, que somente os serviços de urgência e emergência são capazes de absorver. A população de Barra da Pojuca, Monte Gordo, Abrantes, Areias, Jauá e Jacuipe não terão as condições de se deslocarem para Arembepe em situação de emergência. Mais ainda a centralização deve aumentar substancialmente a demanda na unidade de Arembepe que atualmente não atende satisfatoriamente a população local.

Resta acreditar no sentimento de Elinaldo em direção de recuperar o enlace político com a população, até porque os 6 vereadores que foram eleitos pela orla se calaram depois que denunciados pelo Ministério Público dos maus feitos com os recursos da Câmara de Vereadores.

Elinaldo, seus principais aliados é o povo que lhe elegeu. O sistema é bruto, se você não garantir seu vinculo com a população, sua popularidade cair, será descartado, por eles e pelo povo.

 

Adelmo Borges


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