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05/03 21h44 2018 Você está aqui: Home / Politica Adelmo Borges Imprimir postagem

As curvas exigem mais do condutor

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As questões políticas que envolvem o mundo político e econômico exigem dos gestores maior habilidade para não comprometer a imagem, assim como as condições de vida da população. A Europa passa por uma transição de um modelo econômico, que pretendia a estabilidade entre os membros do continente, através de um centro coletivo de decisão (Conselho Comum Europeu) e comercialização através de moeda única (euro). Mas, as questões políticas, fortemente influenciadas pelas ideologias vêm a alterar a governança tendo como exemplo a França, Alemanha, Grécia, Inglaterra e nesses dias a Itália.  Em paralelo as eternas divergências de caráter religioso entre os países árabes sob a influência dos extremistas e de ditadores que buscam se eternizar no poder, promovendo uma demanda de refugiados em direção ao velho continente.

 

Complicação ainda mais as insensatas atitude do mandatário americano com relação a imigração, fechamento da fronteira com o México, interferências de apoio  a Israel, condução das denuncias de interferência da Rússia nas eleições americana, falta de habilidade no trato com a Correia do Sul e a China, assim como medidas de proteção à industria americana que ferem acordos firmados com a OEA e OMC e afasta os Estados Unidos da liderança que ocupava no mundo.

No Brasil as questões econômicas passam por equacionar as questões políticas e de severas punições, sem coloração políticas dos maus feitores com a coisa pública, evidenciando o processo de corrupção que alcança os poderes da república. Com as proximidades das eleições majoritárias e os resultados das pesquisas os arranjos de natureza política envolvendo os três poderes (executivo, legislativo e judiciário) comprometem os princípios republicanos assim como a credibilidade e o respeito pelas instituições, diariamente exibido pela imprensa. Tais medidas começam a se enraizarem pelos estados e municípios onde se possam somar aliados.

 

Em Camaçari, as decisões políticas estão a passar, assim como no nível nacional, pelo crivo do Ministério Púbico e pelos juizados. A crise que atingiu a Câmara Municipal assim como os procedimentos direcionados à secretária de planejamento urbano, poderia ter desfecho outro se a conduta do MP não elegesse e se direcionasse primeiro a imprensa. Ao tornar público a denuncia praticamente auto-condenou politicamente os envolvidos sem que o juiz, a quem o direito lhe garante a decisão de aceitar ou não os argumentos apresentado, se posicionasse.

 

Mais ainda, o prefeito Elinaldo, tão pouco nenhum membro qualificado do governo, se dirigiu à população para apresentar a compreensão e os encaminhamentos do governo local sobre o assunto. A omissão motivou que o imaginário coletivo, com tendência a repudiar os homens públicos, criasse os mais diversos cenários e a expor seus desejos com relação à sentença.

 

É inadmissível que os chefes dos poderes locais se omitam em tempo de crise. A sociedade em sua pluralidade precisa de uma liderança para a condução, nessas ocasiões. Ao estabelecer essa vacância fatalmente pagará um preço, no futuro quantificado, em razão dos óbices, dogma e complexidade que haverão de surgir adiante, se a causa da posição equivocada tiver origem na inabilidade em lidar com um atrito interno entre lideranças do próprio governo.

Adelmo Borges colunista colaborador do Portal Abrantes 


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