Publicado em 23/04/2019 às 09h55 | |

Membro do Comando Vermelho morre após o próprio fuzil explodir

Ele já havia sido preso em 2015 numa operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope)

 

Integrante do Comando Vermelho, César Augusto de Araújo, de 30 anos, conhecido como ‘PQD‘, morreu no domingo, 21, no Hospital Penitenciário do Rio de Janeiro. O chefe do tráfico do Complexo do Chapadão foi ferido após o seu fuzil calibre .50 explodir enquanto ele o manuseava. A morte foi confirmada pela Polícia Civil do estado.

‘PQD’ deu entrada no hospital particular Terezinha de Jesus com perfurações no tórax e no abdômen na quinta-feira, 18. ‘PQD’ chegou andando, realizou o pagamento em dinheiro e afirmou que tinha sofrido um “acidente de trabalho”. A Polícia recebeu informações de que um traficante estaria internado em São João do Meriti, cidade do hospital em que Araújo tinha dado entrada, e abriu uma investigação.

O delegado Vinicius Domingos, responsável pela investigação,  disse a Veja, que houve um confronto entre policiais e traficantes no Complexo do Chapadão na tarde de quinta para reprimir o tráfico de drogas. ‘PQD’ se feriu por causa do armamento de alto calibre e foi procurar ajuda médica.

O traficante era um dos principais integrantes do Comando Vermelho, por ser um dos braços de guerra da facção. Por causa de seu conhecimento militar de guerra, ele liderava a facção na tentativa de recuperar o território do Morro do Cajueiro, em Madureira, que perdeu para a facção rival. Desde o segundo semestre de 2018, o traficante estava respondendo por um homicídio de um policial militar.

Ele já havia sido preso em 2015 numa operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) onde foram presos também outros chefes do tráfico, como o Fu da Mineira e o Duda 2D. À época, foi apreendido com eles um fuzil calibre .50 – munição pesada normalmente usada em guerras e que matou ‘PQD’. Araújo foi solto em setembro de 2018.

Segundo o delegado responsável, “não é raro ocorrer esse tipo de acidente” com esse tipo de armamento. Em vez de a arma expelir a munição para fora, ela atinge a pessoa que efetuou o disparo. Tal armamento pode furar a blindagem de um veículo da Polícia ou abater helicópteros e é usada pelas facções criminosas para recuperar cargas.

 

 

 

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