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14/11 16h58 2017 Você está aqui: Home / Futebol Reuters Imprimir postagem

Fim de esperança da Itália para a Copa de 2018 provoca choque e tristeza

A Itália disputou os últimos 14 mundiais e venceu dois deles.

Os italianos, que consideram uma vaga na Copa do Mundo quase um direito de nascença, entraram em depressão coletiva nesta terça-feira depois que a seleção fracassou na tentativa de obter um lugar na competição da elite do futebol pela primeira vez em 60 anos. 

“Desastre”, “pesadelo”, “humilhação” foram só algumas das palavras estampadas nas manchetes dos jornais da Itália para descrever o choque da eliminação do time nas mãos da pouco falada Suécia na segunda-feira. 

“Apocalipse Azzurra”, disse a primeira página do jornal La Stampa, referindo-se ao nome extraoficial da seleção, cuja camisa azul brilhante reflete a cor do mar Mediterrâneo. 

A Itália disputou os últimos 14 mundiais e venceu dois deles. No total o time triunfou quatro vezes, uma façanha só superada pelo pentacampeão Brasil, e é o único ex-campeão mundial a ficar fora do torneio do ano que vem. 

“Isto é um desgosto, a Copa do Mundo não pode existir sem a Itália. Simplesmente não pode existir”, disse Francesco Macella, torcedor que estava no estádio San Siro do Milan e viu sua seleção se mostrar incapaz de superar os suecos na tensa partida de volta sem gols de seu playoff europeu depois de perder o jogo de ida por 1 x 0 em Estocolmo. 

A cada quatro anos a Itália se une por causa da Copa do Mundo, pondo de lado as rivalidades para se tornar uma nação unida por um breve período de tempo e torcendo por todos os jogadores, independentemente de terem vindo de Milão, Roma ou Nápoles. 

“Fracassamos, e em nível social isto poderia ter sido muito importante”, disse o lendário goleiro Gianluigi Buffon em uma entrevista que deu aos prantos, minutos depois do apito final de segunda-feira, reconhecendo o significado mais abrangente da seleção. 

Embora os jornais tenham atribuído a culpa exclusivamente ao técnico Gian Piero Ventura e ao presidente da Federação de Futebol da Itália (FIGC, na sigla em italiano), Carlo Tavecchio, alguns torcedores acharam que o fiasco refletiu problemas mais amplos. 

“Esta partida espelha nosso país, que está desmoronando”, disse Stefano Martufello, decepcionado, ao sair de San Siro. 

A Itália está se recuperando lentamente de uma recessão prolongada, mas a maioria das pessoas diz não ver sinais de recuperação –os salários estão estagnados e o desemprego está acima dos 11 por cento. 

No fronte político, pesquisas de opinião preveem que as eleições parlamentares marcadas para maio próximo resultarão em um impasse.


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