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Preso policial que atirou em jogador de basquete

Frederico Costa possuía um mandado de prisão preventiva, que foi cumprido ao se apresentar, com advogado, no DHPP

O policial militar Frederico Santos Costa, de 38 anos, se apresentou, com seu advogado, na tarde desta quinta-feira (9), no Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). O PM, que possuí mandado de prisão temporária desde às primeiras horas da última terça-feira (7), estava sendo procurado pelo homicídio do jogador de basquete Ednei Moreira Bahia, 30, ocorrido, na madrugada de domingo (5), no Rio Vermelho. Na ocasião, mais duas pessoas foram baleadas.

 

Segundo dez testemunhas ouvidas no DHPP, Frederico e a vítima discutiram por causa de um balde com cervejas, por volta das 3h30 da manhã.  Ainda de acordo com as oitivas. Ao sair do estabelecimento o policial perseguiu a vitima e deflagrou um tiro, de um pistola ponto 380, de propriedade do soldado, que acertou Ednei. O jogador chegou a ser socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu ao ferimento e morreu.


A versão dada pelo policial, em depoimento, segue as apuradas ao longo da investigação, mas ele alega que agiu em legitima defesa. “Frederico diz que foi ameaçado por Ednei e seus amigos, por isso acabou atirando no jogador”, contou o delgado Jose Bezerra Junior, diretor do DHPP, que conduziu o interrogatório.


Na manhã desta quinta-feira (9), um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência do policial, na tentativa de localizar elementos que pudessem elucidar o crime. Alguns pertences do soldado foram apreendidos durante ação. “Ouvimos parentes do PM também, que informaram que não o viam desde sábado”, revelou o diretor.


 Sobre a elucidação do crime, a delegado contou que as investigações ainda não terminaram, pois ainda há mais uma pessoa que efetuou disparos naquela madrugada.   “Os testemunhos, juntamente com uma fotografia feita instantes antes dos disparos, ajudaram a elucidar o caso. Na noite de segunda-feira (6) já havíamos pedido à justiça a prisão temporária dele”, explicou Bezerra.


 Depois de ouvido o policial passará por exame médico no Departamento de Polícia Técnica (DPT), para onde a arma também será levada e periciada. Lotado na 15ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Itapua), o soldado ficara preso no Complexo Penitenciário da Mata Escura.

 


 
Ascom/PC


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