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25/06 10h52 2018 Você está aqui: Home / Eventos Estadão Imprimir postagem

Anitta mostra em Lisboa seu funk tipo exportação

“O funk está num momento como o que a bossa nova viveu, de ganhar o mundo. O funk namora o reggaeton, o rap, o hip top. Anitta já é internacional, vai ser jurada do The Voice no México, onde ganhou prêmio da MTV de música do ano, com Downtown, sem esquecer suas origens”, continuou o diretor.

Antes do show, em que dançou rodeada por 22 bailarinos e fez três trocas de roupa, ela se dizia ansiosa, querendo que o tempo passasse mais rápido. Numa entrevista rápida uma hora de subir ao Palco Mundo, ela anunciou que a partir de agora só gravará em inglês e espanhol; para o mercado brasileiro, investirá nas músicas com parceiros, como já vem fazendo.

No show, o bloco das “features” foi extenso, com Você Partiu Meu Coração (parceria com Nego do Borel e Wesley Safadão), Romance com Safadeza (outra parceria com Safadão e com direito a um clipe gravado com o marido, Thiago Magalhães, os dois aos beijos sensuais), Loka (com Simone e Simaria), entre outras.

A menina Larissa, de Honório Gurgel, subúrbio do Rio, não acreditaria que um feito como Made in Brazil seria possível. Aos 25 anos, Anitta (nome artístico que adotou no começo da carreira) enfeitiçou a plateia desde a abertura do show, com Bang, até o encerramento, num cenário representando uma favela e com seu primeiro sucesso nacional, Show das Poderosas.

Os portugueses conheciam boa parte das letras. Se no ano passado seu nome foi pedido pelo público do Rock in Rio e rechaçado pelo festival, dessa vez a cantora carioca atraiu fãs que foram apenas para vê-la, ignorando a atração principal do Palco Mundo, o cantor havaiano Bruno Mars. Grupos de jovens vestiam camisetas customizadas com versos de músicas e a provocação que ela costuma fazer, repetida novamente neste domingo: “Vocês pensaram que eu não ia rebolar minha bunda hoje?”

Em entrevista antes do show, o presidente e idealizador do festival, Roberto Medina, disse que o fenômeno Anitta deve repetir o de Ivete Sangalo – a cantora baiana estreou no festival em Lisboa em 2004, na primeira edição portuguesa, e voltou em todas as sete edições, consagrada aos ouvidos lisboetas (Ivete canta no próximo domingo, 30).

“Ivete era pouco conhecida aqui quando chegou, e encantou. Anitta está num excelente momento, vai ser a próxima Ivete. Ela é um volante adiantado no Brasil. Está fazendo um investimento de marca. Era uma obrigação trazer, independentemente se a música está em linha com o ‘mood’ do Rock in Rio”, afirmou Medina, negando que a tenha preterido na edição 2017, no Rio, quando o público pediu que ela substituísse Lady Gaga (a cantora cancelou o show na véspera, por problemas de saúde). Quem entrou em seu lugar foi o Maroon 5, já escalado, e que dobrou a dose.

“Eu nunca disse que não gosto de funk, não sei de onde veio aquilo. Não é meu estilo de música, mas interfiro muito pouco nas escolhas (dos artistas que vão cantar). Para um projeto mainstream, são muito poucos os que põem 100 mil pessoas (de frente para o Palco Mundo)”, explicou.

Medina contou que esta edição está sendo acompanhada por alemães e indianos, que querem levar o Rock in Rio para seus países. Por sua vez, ele não desistiu de fincar sua bandeira em Buenos Aires, de onde foi espantado pela crise econômica local, e nos Estados Unidos (a edição em Las Vegas em 2015 não teve o resultado esperado).


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